Crônica: Sabe quem é a Dona Zelite?


DONA ZELITE E O CUSTO DE UMA TERAPIA!
        
Autor:Percival Puggina
        
          

Você lembra de Dona Zelite?
Em quase todos os discursos, após assumir, Lula se referia com desdém e mágoa "às elite". Dito assim, engolido o plural, soava como um personagem.
Surgiu, então, a Zelite. Ou, com o devido respeito, Dona Zelite.
Lula se queixava dela a torto e a direito.
A Zelite era preconceituosa. A Zelite não gostava de pobre. A Zelite o considerava despreparado. A Zelite era puxa-saco do FHC. A Zelite não reconhecia os méritos dele Lula. A Zelite isto, a Zelite aquilo.
Nunca se soube o paradeiro da madame, mas o presidente a descrevia com clareza.
Ela era o que havia de chique. Graduara-se em curso superior, era fluente em "língua de gringo" e citava autores estrangeiros (tipo de coisa que deixava Lula fulo da vida).
Era branca de olhos azuis (o presidente insistia nessas duas características). Circulava em altas rodas e fazia cara de nojo para buchada de bode.
Nosso ex-presidente trazia gravadas no subconsciente cicatrizes e luxações da tal luta de classes.
O contato com o sindicalismo dos anos 70 o fazia dedicar à Dona Zelite uma aversão que extravasava sempre que surgia a oportunidade. Por outro lado, todas as suas referências à tal dama, se bem analisadas, evidenciavam os desconfortos de um complexo de inferioridade escancarado, diagnosticável por qualquer estudante de Psicologia.
Lula penava com a convicção de que Dona Zelite o via como primário, pobre, retirante, baixinho e feio.
O leitor deve estar surpreso. O quê? "O cara" com complexo de inferioridade? Com toda aquela jactância e desenvoltura em público? Complexo de inferioridade viajando de Aerolula? Surfando na consagração popular? Esclareço: tudo faz parte do quadro. São mecanismos de compensação que, de um modo ou de outro, se manifestam nos complexos e nas patologias psíquicas. A ele, a presidência disponibilizou meios formidáveis para compensar esse sentimento que tanto o perturbou ao longo da vida.
Durante o exercício do poder, o incômodo causado pelo complexo foi sendo amortecido e dando lugar ao prazer da aprovação nacional. E Dona Zelite sumiu dos discursos!
Aquela figura de retórica - quase uma projeção psicológica - foi se dissipando, dissipando, para reaparecer na fila do gargarejo, batendo palmas e rindo das tiradas presidenciais.
Dona Zelite virou fã! Seria a cura definitiva? Talvez pudesse ser assim, se o prazer da aprovação não tivesse passado a dominar o presidente e feito emergir um novo transtorno.
Lula descobriu que nada conquista mais aplausos do que distribuir dinheiro.
Até o Sílvio Santos sabe. E o dinheiro passou a jorrar da cartola presidencial como petróleo na península arábica. Grana para todo lado! Grana para todo mundo! Do Paraguai à ONU. Do mais pobre ao mais rico.
Dona Zelite lavou a égua e a popularidade de Lula disparou.
Quando o dinheiro acabou, Lula raspou o cofrinho dos filhos - quer dizer: gastou a grana de quem vinha depois.
Foi por isso que Dilma assumiu cortando despesas que ajudou a ampliar. E que a ajudaram a se eleger.
A inflação, leitor, a inflação que está aí, subindo como espiral de fumaça, prenunciando tempos bicudos, é parte do preço que estamos pagando pelo tratamento daquele que pode ser considerado como o mais oneroso complexo de inferioridade da nossa história.

P.S.: Apesar desse assunto já ter vindo à baila, tempos atrás, ele ainda continua em voga. Todo mundo sabe dos cortes de investimentos que foram feitos e serão mais com certeza, tirando dinheiro da saúde, educação, transportes, etc é tudo reflexo conforme comentado com propriedade no texto acima.
Para complicar mais esta situação vem à tona agora a história da Copa do Mundo, onde mais corrupção e desvios de dinheiro público vão ocorrer, deixando de ser canalizado para as áreas realmente necessárias e  carentes. 
Assim é dada continuidade ao des-governo existente no País hoje, em continuidade ao des-governo passado , o mais corrupto da história brasileira.
Quem vai pagar mais uma vez o  pato? Eu, você que trabalhamos já 165 dias ao ano só para pagar os impostos ao Des-Governo que o desvia para o bolso de alguns...., deveremos trabalhar mais 50 dias ou mais até!
E mais falcatruas vão surgindo a cada dia no triste cenário brasileiro, ora nos Correios, ora é na Vale, ora na Petrobras, agora no BNDES e no Ministério dos Transportes e ...assim por diante.
E o pacato, honesto, hospitaleiro povo brasileiro (é tão hospitaleiro que recebe e acolhe humildemente contrabandistas, guerrilheiros, assassinos, mafiosos, etc e os converte em cidadãos de bem), vai continuar pagando os impostos, os que não podem, recebem as benécias desse des-governo em forma das diversas bolsas (família, presídio, desemprego, etc) para ficar no ócio e votando nessa gentalha!
E a corrupção correndo  solta, como se fosse a coisa mais natural do mundo,  nas cidades brasileiras..! A cada novo dia ficamos sabendo dos novos escândalos e, coincidentemente...,  em cidades que, em sua maioria,  tem a in-gestão dos petistas ou de coligados aos petistas! Não preciso nem enumerar essas cidades pois são de conhecimento geral...!
Até quando Brasil?

Comentários

  1. Caro Aristo
    Primoroso texto.Esse tubarão voraz chamado PT vem destruindo tanta coisa ao longo desses 8 anos,que nem é bom começar a falar. Quanto ao boçal do Lula, se já tinha antipatia por ele antes de sua eleição, passei a sentir nojo e desprezo totais. Discordo apenas quanto uma coisa: a maioria das pessoas que recebem as tantas bolsas é constituída de gente que tem a própria miséria e ignorância usadas contra si próprias.Não são ociosas por gosto, mas por falta de qualificação educacional e profissional. Além do que, o valor dessas tais chega a ser humilhante, ainda mais nestes tempos de inflação em alta. Desculpe o comentário um tanto longo e realmente, parabéns!
    Um abraço

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